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Foto: Imagem Divulgação |
Oftalmologista explica os principais riscos de deixar de usar a correção visual e alerta para cuidados especiais durante a infância
Deixar de usar óculos quando há indicação médica pode provocar uma série de desconfortos e comprometer atividades que dependem de uma boa visão. Dores de cabeça, cansaço visual, dificuldade de concentração e problemas para enxergar à distância ou de perto estão entre as consequências mais comuns.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a dimensão dos problemas relacionados à visão no país. Segundo levantamento do instituto, 7,9 milhões de pessoas têm dificuldade para enxergar mesmo utilizando óculos ou lentes de contato.
De acordo com José Bueno Júnior, profissional de oftalmologia do AmorSaúde, quando uma pessoa apresenta uma alteração visual e deixa de utilizar a correção indicada, pode passar a enxergar abaixo de seu potencial visual.
“Isso pode causar esforço para focar, dificuldade para enxergar de longe ou de perto, cansaço visual e dores de cabeça”, explica o especialista.
Crianças exigem atenção especial
Embora adultos também possam apresentar sintomas quando deixam de usar os óculos prescritos, os cuidados são ainda mais importantes durante a infância, período em que o sistema visual está em desenvolvimento.
Segundo o oftalmologista, alterações como graus elevados, diferenças importantes de grau entre os olhos e estrabismo, quando não recebem a correção adequada, podem prejudicar o desenvolvimento da visão e favorecer o surgimento de ambliopia.
Conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, a ambliopia ocorre quando a capacidade visual de um ou dos dois olhos não se desenvolve adequadamente durante a infância.
“Quando o oftalmologista prescreve óculos para uma criança, o uso correto é muito importante para evitar prejuízos ao desenvolvimento visual”, afirma José.
Não usar óculos aumenta o grau?
Em adultos, deixar de usar os óculos não costuma fazer o grau aumentar por si só. A mudança do grau pode ocorrer naturalmente ao longo da vida, independentemente do uso da correção visual.
Isso não significa, porém, que deixar de usar os óculos seja indiferente. A falta de correção pode provocar sintomas e dificultar atividades cotidianas.
Entre as consequências mais comuns estão:
Dores de cabeça: o esforço para tentar obter uma imagem nítida pode provocar desconforto, principalmente na região da testa e ao redor dos olhos.
Cansaço visual: o esforço prolongado para focar pode causar sensação de peso ou fadiga nos olhos, conhecida como astenopia.
Dificuldade de concentração: problemas para enxergar podem prejudicar atividades de leitura, trabalho e estudo.
Menor segurança: quem não enxerga adequadamente pode ter dificuldade para identificar obstáculos, placas e outras informações importantes, o que representa um risco em atividades como dirigir.
Os sintomas podem ser mais perceptíveis em pessoas que passam muitas horas diante de computadores e celulares ou realizam atividades que exigem esforço visual prolongado para perto.
Quando é hora de trocar os óculos?
A recomendação é não esperar uma piora significativa da visão para procurar avaliação oftalmológica. A consulta não serve apenas para verificar a necessidade de óculos, mas também para avaliar a saúde dos olhos e identificar alterações que podem não apresentar sintomas no início.
Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma nova avaliação:
visão embaçada;
dificuldade para enxergar placas ou objetos distantes;
dificuldade para ler;
necessidade de aproximar ou afastar excessivamente o celular ou livros;
dores de cabeça depois de períodos de leitura ou uso de telas;
dificuldade para realizar atividades que antes eram feitas normalmente.
No caso das crianças, alguns comportamentos também podem chamar a atenção dos pais ou responsáveis, como aproximar demais o rosto dos objetos, apertar os olhos para enxergar, sentar muito perto da televisão, apresentar dificuldades na escola ou perder o interesse por atividades que exigem visão de perto.
A frequência das consultas deve ser definida de acordo com a idade, histórico de saúde, presença de alterações oculares e orientação do oftalmologista. Pessoas que já utilizam óculos ou possuem doenças oculares podem precisar de acompanhamento mais frequente.
Óculos de outra pessoa podem ser usados?
Não é recomendado utilizar óculos de outra pessoa como substituição da própria prescrição.
Cada paciente possui necessidades visuais específicas. Além do grau, fatores como distância entre as pupilas, tipo de lente e outros parâmetros precisam ser considerados para que a correção seja adequada.
“Cada paciente possui uma necessidade visual individual. O ideal é realizar uma avaliação oftalmológica e utilizar uma prescrição atualizada, principalmente quando existem sintomas ou quando houve mudança na visão”, orienta José Bueno Júnior.
Mais do que melhorar a nitidez das imagens, a correção visual adequada pode contribuir para o conforto durante atividades do dia a dia e, em determinadas situações, para a segurança.
Sobre o AmorSaúde
O AmorSaúde é uma rede de clínicas médico-odontológicas com unidades em diferentes regiões do Brasil. A rede oferece consultas médicas e odontológicas, exames, telemedicina e outros serviços de saúde.
As informações e orientações apresentadas nesta matéria não substituem uma avaliação médica individualizada.
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