Mulheres no Agro reúne lideranças femininas para discutir os novos caminhos do campo brasileiro

 

 Ana Leticia Prata Anna Valente Ana Claudia Souza Monica Hilal Abreu Iara Marquez Alessandra Mattar Gaby Menotti Lala Noleto / Foto:Crédito @frestacompany 



Encontro realizado em Uberaba reuniu nomes como Tereza Cristina, Alessandra Mattar, Anna Valente, Lala Noleto, Mônica Hial, Gaby Menotti, Vera Arantes, Simone Roncado e Tricia Villela


UBERABA (MG) – Liderança feminina, tecnologia, comportamento, moda e as transformações do agronegócio estiveram entre os temas discutidos durante o Mulheres no Agro no 9º Encontro ABCZ Mulher, realizado em 20 de agosto, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O evento reuniu mulheres de diferentes gerações e áreas de atuação para discutir os desafios e as oportunidades que estão moldando o presente e o futuro do campo brasileiro.


Realizado no Centro de Eventos Rômulo Kardec, no Parque Fernando Costa, durante a ExpoGenética, o encontro teve patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, apoio da Emater-MG e realização da ABCZ Mulher.


Idealizado por Alessandra Valente Mattar e Anna Valente, o evento dá continuidade ao projeto Diálogos Entre Gerações, criado com o objetivo de aproximar experiências e perspectivas de diferentes gerações.


Tereza Cristina destaca evolução do agronegócio

Um dos principais momentos da programação foi a palestra magna da senadora e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina. Ela abordou a evolução da pecuária brasileira, os avanços tecnológicos e o crescimento da participação feminina em posições de liderança no setor.


Durante a apresentação, Tereza Cristina também destacou a contribuição do ex-ministro Alysson Paulinelli para o desenvolvimento de estudos que ajudaram a fundamentar a criação da Embrapa e ressaltou o papel da tecnologia na transformação do Brasil em referência mundial na produção agrícola e pecuária tropical.


A trajetória da própria senadora serviu como ponto de partida para uma reflexão sobre a desigualdade histórica entre homens e mulheres no agronegócio e os avanços conquistados nas últimas décadas.


Liderança feminina e diferentes trajetórias

O primeiro talk, “O Novo Lifestyle do Agro”, reuniu Alessandra Mattar, Anna Valente, Tricia Villela, Simone Roncado e Vera Arantes em uma conversa sobre trajetórias pessoais, desafios e liderança feminina.


Tricia Villela compartilhou experiências de sua trajetória e os desafios enfrentados desde muito jovem. Já Vera Arantes falou sobre sua passagem pelo mercado financeiro, a atuação no agronegócio e os desafios relacionados à gestão familiar após a perda do marido.


“Fui a primeira mulher a operar na bolsa de valores do Agro, trabalhei muito para termos a representatividade de hoje. Depois da perda do meu marido, precisei assumir uma série de novas responsabilidades. É um desafio diário, mas também uma grande realização”, declarou Vera.

 

Simone Roncado abordou a construção de uma liderança feminina mais autêntica. A partir de experiências no campo e em Angola, destacou a importância de respeitar diferentes culturas e evitar a reprodução de modelos tradicionais de liderança.


“Por isso, ser quem somos é fundamental. Ser líder é ter medo a todo instante, mas ter 1% a mais de coragem para seguir”, afirmou.


Moda, comportamento e comunicação

O segundo talk, “Moda, Comportamento e o Lifestyle Sertanejo”, reuniu Mônica Hial, Lala Noleto e Gaby Menotti para discutir a influência do agronegócio na moda, no comportamento e nas redes sociais.


Mônica Hial apresentou tendências associadas à moda country, como o uso do couro, das botas texanas e da estética cowboy. Lala Noleto destacou o papel das redes sociais na construção de novas narrativas sobre o campo e defendeu que as próprias mulheres do agro ocupem esse espaço para contar suas experiências.


“Só você pode contar a sua história”, afirmou Lala.


Gaby Menotti ressaltou que a chamada moda sertaneja não é um fenômeno novo, mas ganhou maior visibilidade nos últimos anos. Para ela, o crescimento desse movimento também está relacionado à maior exposição do agronegócio na cultura e nas redes sociais.


“O agro não precisa parecer ser, ele é”, resumiu.


Encontro aproxima diferentes gerações


Além dos debates, a programação contou com homenagens, networking, momentos de interação e uma feira de expositores aberta ao público durante todo o dia.


Para as idealizadoras, a proposta é ampliar as discussões sobre o agronegócio para além dos negócios e incluir temas relacionados a comportamento, identidade, sucessão, consumo e às mudanças que ocorrem dentro e fora do campo.


Ao reunir profissionais de diferentes gerações e áreas de atuação, o Mulheres no Agro colocou em evidência a crescente participação feminina em diferentes segmentos do agronegócio e o impacto dessa presença na gestão, na comunicação e na cultura ligada ao campo brasileiro.


Sobre a ABCZ


A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) reúne mais de 26 mil associados e é autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária a executar o registro genealógico das raças zebuínas criadas no Brasil.


Com mais de um século de atuação, a entidade trabalha com melhoramento genético, registro genealógico e desenvolvimento da pecuária brasileira, mantendo uma rede de escritórios regionais e profissionais especializados.


Sobre a ABCZ Mulher


A ABCZ Mulher foi criada para ampliar a visibilidade e fortalecer a participação feminina no agronegócio. A comissão promove iniciativas voltadas à formação, liderança e participação das mulheres em espaços de decisão e desenvolvimento do setor.


Sobre a Cemig

A Cemig apoia projetos culturais em diferentes regiões de Minas Gerais por meio de iniciativas de incentivo à cultura. No evento, a companhia participou como patrocinadora por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

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