Alex Leandro Bispo dos Santos, sócio de empresa vinculada à produção de Dark Horse, também responde por feminicídio e nega as acusações por meio da defesa.
O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, ligado à produção do documentário Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a ser citado em investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como suposto integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital.
A informação veio à tona após reportagem da Folha de S.Paulo e foi confirmada por fontes do MP e da Polícia Civil à GloboNews.
O nome de Alex aparece no centro de apurações relacionadas à produtora responsável pelo documentário. A empresa opera no mesmo endereço do Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização liderada pela empresária Karina Ferreira da Gama, alvo de uma operação policial que investiga possíveis irregularidades em um contrato de R$ 157 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para implantação de internet gratuita em comunidades da capital.
Outra frente de investigação envolve um acordo de R$ 12 milhões entre a ONG de Karina e a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., empresa registrada em nome de Alex Leandro Bispo dos Santos.
Além das suspeitas de ligação com o crime organizado, Alex está preso preventivamente por feminicídio. Ele é investigado pela morte da companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, que caiu do 10º andar de um edifício na Vila Andrade, zona sul da capital paulista, em novembro de 2025.
A defesa de Alex contesta as acusações. O advogado criminalista Eugênio Malavasi afirma que seu cliente nega qualquer envolvimento com o PCC e sustenta que não houve participação dele na morte da companheira, contrariando a versão apresentada pelo Ministério Público.
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