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Foto: Divulgação/Projeto Favela Hope
Alunos do Favela Hope participaram do Rock in Rio a convite da Ipiranga e aproveitaram a experiência para colocar em prática conhecimentos de fotografia e audiovisual
Para 26 jovens de diferentes comunidades do Rio de Janeiro, o último sábado (5) foi marcado por uma experiência inédita: conhecer o Rock in Rio Brasil 2026 e, ao mesmo tempo, colocar em prática conhecimentos adquiridos durante sua formação profissional em audiovisual.
Alunos do Favela Hope, projeto social da ONG Favela Mundo voltado à capacitação de jovens e adultos para o mercado de trabalho no setor audiovisual, estiveram na Cidade do Rock a convite da Ipiranga e participaram de uma ação que uniu entretenimento e aprendizado.
Para alguns participantes, foi a primeira oportunidade de conhecer um festival dessa dimensão. Com câmeras e celulares em mãos, os jovens registraram diferentes momentos do evento e puderam experimentar, na prática, técnicas de fotografia e formas de construção de narrativas audiovisuais.
A atividade também permitiu que os alunos observassem de perto a dinâmica de um grande evento, desde as atrações musicais até as ativações de marcas e a circulação do público.
Da cozinha dos estandes para a plateia
Entre os participantes estava Bella Frazão, moradora da ocupação Deus nos Abençoe, em São Cristóvão. A jovem já havia estado no Rock in Rio em outras cinco edições, mas em uma condição diferente: trabalhando na cozinha dos estandes do festival.
Desta vez, ela pôde experimentar o evento como público e ainda utilizar os conhecimentos adquiridos no curso de fotografia.
“É minha sexta vez aqui, mas nunca consegui assistir aos shows, participar das ativações, sentar no gramado e apenas relaxar. É um sonho viver isso tudo! Agora a experiência está completa. O mais legal é que além de curtir eu estou colocando em prática o que aprendi no curso de fotografia”, contou Bella.
Primeira vez no Rock in Rio
Para Pedro Carlos Pinto, morador de Cascadura, a experiência foi ainda mais inédita. O jovem nunca havia participado do festival e conta que a oportunidade teve um significado especial por também poder acompanhar apresentações de artistas que fazem parte de seu gosto musical.
“Foi o melhor dia da minha vida! Nunca tinha ido ao Rock in Rio e sempre curti rock. Eu acho que nunca curti tanto quanto nesse dia”, afirmou.
Já Paulo Henrique de Souza, morador de Japeri, destacou a importância da oportunidade para sua família e para sua formação profissional.
“Minha família, que é bem humilde, está muito feliz por eu ter realizado esse sonho. Sempre quis, mas às vezes é algo distante da realidade de muitas famílias. E eu tô aqui como convidado e praticando o que amo, que é a fotografia”, disse.
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| Foto: Divulgação/Projeto Favela Hope |
Formação para o mercado audiovisual
Criado em 2013, em Vargem Grande, o Favela Hope surgiu a partir de uma parceria com a Brigham Young University (BYU), nos Estados Unidos. O projeto desenvolve ações nas áreas de educação, cultura e inclusão social, com foco na formação de jovens e adultos.
A participação no Rock in Rio representa uma oportunidade para os alunos ampliarem a experiência adquirida em sala de aula e conhecerem, na prática, as possibilidades de atuação profissional em grandes eventos.
A iniciativa tem patrocínio da Ipiranga, da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, além de Iconic e Parque Bondinho Pão de Açúcar®, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS).
O projeto também está relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente nas áreas de educação, trabalho, redução das desigualdades e inclusão social.
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| Foto: Divulgação/Projeto Favela Hope |
Experiência que vai além do festival
Mais do que assistir aos shows, os jovens tiveram a oportunidade de observar o funcionamento de um dos maiores eventos de entretenimento do país e transformar a experiência em material audiovisual.
Para quem está se preparando para ingressar no mercado, a Cidade do Rock acabou funcionando também como um espaço de aprendizado fora da sala de aula — com a possibilidade de exercitar olhar fotográfico, registro documental e construção de narrativas em um ambiente de grande circulação e produção.
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