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| Foto: Roberto Carneiro |
Espetáculo estrelado por Dja Marthins e Luiza Loroza leva ao palco reflexões sobre luto, ancestralidade e relações entre gerações em sessão gratuita no Teatro SESI Firjan Caxias.
Além do espetáculo, o público participa de um bate-papo com a professora Helena Theodoro e o elenco em uma atividade voltada à valorização da cultura e da memória negra. Após passar por festivais internacionais em Portugal e Cabo Verde e lotar o Teatro Glauce Rocha, o espetáculo “Mãe Baiana” retorna ao Rio de Janeiro para uma única apresentação gratuita no próximo sábado (27), às 19h, no Teatro SESI Firjan Caxias. A sessão será seguida de uma roda de conversa com a filósofa e escritora Helena Theodoro e o elenco.
Com dramaturgia de Thais Pontes e Renata Andrade e direção de Luiz Antônio Pilar, a montagem aborda memória, luto, ancestralidade e os laços entre gerações a partir da relação entre avó e neta.
No palco, Dja Marthins e Luiza Loroza interpretam duas mulheres de gerações distintas que, diante de uma perda familiar, reencontram caminhos de afeto, escuta e transformação. A trama joga luz sobre o papel essencial da mulher negra na construção da família e da sociedade.
A peça integra a Trilogia Matriarcas, ao lado de Mãe de Santo e Mãe Preta, projeto idealizado por Vilma Melo e Bruno Mariozz. A obra parte de uma experiência pessoal de Helena Theodoro, que perdeu o filho aos quatro anos de idade, e transforma essa dor em uma narrativa sobre permanência, memória e entendimento da morte.
Segundo Thais Pontes, o processo de escrita nasceu de lembranças familiares e das relações construídas no cotidiano. “Esse espetáculo é sobre vínculos: com a família, com a cozinha, com a religião e com a memória”, afirma a dramaturga.
Para Luiz Antônio Pilar, a montagem rompe com estereótipos recorrentes da dramaturgia nacional sobre personagens negros. Em “Mãe Baiana”, o conflito não está na violência, mas nas diferenças de visão entre gerações, dentro de uma família estruturada pelo afeto e pela convivência.
O cenário assinado por Renata Mota e Igor Liberato recria os espaços de uma casa — sala, cozinha e quintal — onde as personagens compartilham histórias, cozinham e revivem memórias. No quintal, a montagem utiliza dez quilos de terra e sementes de girassol como elementos simbólicos.
O espetáculo foi contemplado pelo edital Fluxos Fluminenses 2024 e conta com patrocínio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.
Os ingressos gratuitos estão disponíveis na plataforma Sympla. A classificação indicativa é de 12 anos, e a sessão contará com acessibilidade em Libras e audiodescrição.
Serviço
Espetáculo: “Mãe baiana” + Roda de Conversa com Helena Theodoro e elenco
Apresentações: 27 junho
Dias e horários: sábado às 19h
Local: Teatro Firjan Sesi Caxias
Endereço: Rua Artur Neiva, 100 – 25 de Agosto – Caxias
Entrada: Gratuita
Ingresso: Retira na plataforma Sympla
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60 min
Redes sociais: @maebaiana.teatro

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