Pai de Henry criticou a decisão da Justiça e afirmou que o filho foi “morto mais uma vez”; Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão.
A repercussão do julgamento do caso Henry Borel ganhou novos capítulos após a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. A sentença provocou reações de familiares do menino, morto em março de 2021 em um caso que mobilizou o país.
Após o fim da sessão do Tribunal do Júri, Leniel Borel, pai de Henry, criticou o resultado e afirmou que a decisão representava uma nova injustiça contra o filho. Em entrevista, ele resumiu sua indignação ao declarar que “mataram o Henry mais uma vez”.
No mesmo julgamento, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já em relação a Monique Medeiros, o Conselho de Sentença entendeu que não houve homicídio doloso, desclassificando a acusação para homicídio culposo. Com base nesse entendimento, a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou o perdão judicial, levando em consideração as consequências pessoais sofridas pela mãe após a morte do filho.
Monique também foi considerada culpada por omissão diante das agressões sofridas por Henry e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de prisão. Como o período foi considerado integralmente cumprido, a Justiça determinou sua soltura.
O desfecho do caso reacendeu discussões sobre violência contra crianças, responsabilidade dos responsáveis legais e os critérios para concessão de perdão judicial em processos de grande repercussão.
A morte de Henry Borel teve impacto nacional e motivou a criação da Lei Henry Borel, que ampliou medidas de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.
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