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Foto: Vio Anchieta |
O bairro de Cabuçu, o mais populoso e um dos mais vibrantes de Nova Iguaçu, será novamente palco da arte e da cultura popular. No dia 30 de agosto, a partir das 19h, a Praça de Cabuçu recebe a apresentação “Nos fios da memória, São João é meu equilíbrio”, do grupo Carcará.
O espetáculo celebra a tradição das festas juninas a partir da emocionante história de Senhor Tonho, um homem de 70 anos que enfrenta o Alzheimer, mas encontra nas lembranças do São João a força para manter viva sua identidade.
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Foto: Vio Anchieta
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Quadrilha e memória cultural
A quadrilha junina, também chamada de “caipira”, é uma das manifestações culturais mais enraizadas no Brasil, principalmente no Nordeste. Transmitida de geração em geração, traz em suas danças e músicas o retrato do cotidiano e dos afetos do povo.
O grupo Carcará, fundado em 2014 no próprio bairro de Cabuçu, vem mantendo essa tradição viva há mais de uma década, com apresentações em escolas, hospitais, praças e grandes festejos juninos. Um de seus fundadores, Ronny Carlos de Souza Augusto, acumula 39 anos dedicados à cultura do São João.
“Enquanto eu puder, vou manter essa tradição viva. É a forma que encontramos de mostrar o que nossa região tem a oferecer. Uma comunidade não pode deixar morrer sua cultura”, afirma Ronny.
Homenagens e conquistas
Em 2024, o Carcará já havia emocionado o público ao homenagear o mestre Dominguinhos, também com apresentação gratuita em Cabuçu. Em 2025, o espetáculo “Nos fios da memória” chega premiado: foi campeão no Torneio de Ensaio, na classificatória Festrilha, no Aqua Rio – grupo Céu, no Moça Que Agita, além de conquistar o 3º lugar no Arraiá da Disney Liquerj.
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Foto: Vio Anchieta
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Envolvimento comunitário
O projeto é patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Cultura e do edital Arraiá Cultural RJ4, com execução de Tadzio Jorge, representante da Quadrilha Carcará. Além disso, conta com o apoio de moradores, empresários locais e parceiros como o Bar do Betinho, o Botequim de Cabuçu e o Depósito do Jordão.
Durante os ensaios, que são abertos ao público, a comunidade acompanha e participa ativamente da preparação. As apresentações gratuitas são tratadas como um ritual de agradecimento àqueles que mantêm viva a tradição junina na Baixada Fluminense.
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