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| Imagem: Magnific |
Atividades cotidianas e significativas contribuem para a participação, o bem-estar e a qualidade de vida na terceira idade.
O envelhecimento da população brasileira reforça a importância de iniciativas que apoiem a autonomia e a participação das pessoas idosas. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,8% da população. IBGE — Censo Demográfico 2022
Nesse contexto, a Terapia Ocupacional pode ajudar cada pessoa a realizar atividades do cotidiano de acordo com suas necessidades, interesses e possibilidades. O trabalho considera as ocupações que organizam a rotina e dão sentido à vida, buscando apoiar a participação e as escolhas de cada indivíduo.
“A Terapia Ocupacional contribui diretamente para a qualidade de vida porque trabalha com as ocupações, ou seja, com tudo aquilo que organiza o cotidiano e dá significado à vida, apoiando o indivíduo a continuar sendo protagonista da sua própria história”, explica Emanuely Javarrotti, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Rio de Janeiro.
Autonomia não significa apenas conseguir realizar tarefas sem ajuda. Também envolve poder escolher, participar da própria rotina e tomar decisões. Por isso, o acompanhamento pode incluir adaptações nas atividades, reorganização do dia a dia e estímulo a novas experiências que façam sentido para a pessoa.
Memória, coordenação motora, convivência e bem-estar emocional podem ser trabalhados em situações práticas. Cozinhar, fazer atividades manuais e participar de grupos são alguns exemplos, definidos de acordo com as condições e os objetivos de cada pessoa.
Mesmo diante de limitações relacionadas a doenças, quedas ou cirurgias, a Terapia Ocupacional pode contribuir para que a pessoa encontre maneiras seguras de realizar suas atividades e continue participando do cotidiano. O processo pode incluir adaptações e também a descoberta de novos interesses.
Em casa, algumas possibilidades são participar de tarefas domésticas, cuidar de plantas, manter uma rotina ativa, aprender algo novo e cultivar relações sociais. As atividades devem respeitar os desejos e as condições de cada pessoa.
“O mais importante é que essas atividades tenham significado e estejam alinhadas aos desejos da pessoa, contribuindo para um envelhecimento ativo, com mais autonomia, participação e qualidade de vida”, conclui Emanuely Javarrotti.

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