Festival reúne cerca de 30 atividades em Belo Horizonte, incluindo montagens do Rio de Janeiro que abordam surdez, comunicação, relações sociais e acessibilidade
Entre os dias 4 e 27 de setembro, Belo Horizonte recebe o Acessa BH, festival dedicado à arte e à cultura produzidas a partir de diferentes perspectivas sobre a deficiência. A programação reúne cerca de 30 atividades, entre teatro, dança, cinema, oficinas e literatura, com a participação de artistas, consultores e profissionais com deficiência em diferentes etapas dos projetos.
Entre as atrações estão três trabalhos ligados ao Rio de Janeiro: os espetáculos SURDA, de Julia Spadaccini, com Benedita Casé Zerbini; Baixa Sociedade, dirigido por Pedro Neschling; e Da Janela, de Marco dos Anjos.
A presença dos artistas cariocas amplia a participação do Rio no festival e coloca em evidência diferentes maneiras de abordar temas relacionados à deficiência, à comunicação e às relações sociais por meio das artes.
SURDA aborda os impactos da perda auditiva
Pela primeira vez fora do Rio de Janeiro, o espetáculo SURDA, escrito por Julia Spadaccini e protagonizado por Benedita Casé Zerbini, acompanha as transformações vividas por uma mulher durante o processo de perda auditiva.
A montagem investiga como a mudança afeta diferentes áreas da vida, incluindo relações afetivas, familiares e profissionais. A experiência da perda auditiva é utilizada como ponto de partida para discutir comunicação, identidade e as transformações provocadas por uma nova condição de vida.
A participação no Acessa BH marca a primeira apresentação do espetáculo fora do estado do Rio de Janeiro.
Pedro Neschling dirige Baixa Sociedade
Outra atração com ligação direta com o Rio é Baixa Sociedade, com direção de Pedro Neschling e protagonizada por Luiz Fernando Guimarães, Debora Osório, Paulo Mathias Jr. e Bruna Alves.
A peça utiliza a comédia para abordar temas como mobilidade social, ambição e relações de poder. A montagem também integra as comemorações dos 50 anos de carreira de Luiz Fernando Guimarães.
Pedro Neschling convive com deficiência auditiva desde a juventude e também participa do festival a partir de sua experiência em ações de conscientização sobre a surdez.
Da Janela une Libras, poesia e recursos visuais
O terceiro trabalho carioca é Da Janela, de Marco dos Anjos, que utiliza Libras, narração poética e recursos visuais e sonoros como elementos da própria dramaturgia.
A montagem conta a história da amizade entre duas crianças que descobrem novas formas de comunicação. A linguagem cênica combina diferentes recursos para construir a narrativa e explorar possibilidades de comunicação que vão além da fala.
Festival acontece durante o Setembro Verde
A realização do Acessa BH durante o mês de setembro estabelece também uma relação com o Setembro Verde, período dedicado à conscientização, à visibilidade e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
A programação busca ampliar a presença de artistas e profissionais com deficiência nos processos de criação e produção cultural, colocando essas pessoas não apenas como tema ou representação, mas também como participantes da construção das próprias narrativas.
Ao reunir teatro, dança, cinema, literatura e atividades formativas, o festival propõe uma programação voltada à acessibilidade e à diversidade de experiências no campo artístico.
Serviço
Acessa BH
Data: de 4 a 27 de setembro de 2026
Local: Belo Horizonte (MG)
Programação: teatro, dança, cinema, oficinas e literatura
Atrações cariocas: SURDA, Baixa Sociedade e Da Janela
A programação completa, os locais, horários e informações sobre ingressos e acessibilidade devem ser consultados nos canais oficiais do festival.

Postar um comentário
Envie um comentário com a sua opinião, sugestão ou correção. O Antena Carioca não aceita comentários:
1. Com ofensas e/ou com palavrões;
2. Com assuntos não relacionados ao tema do post;
3. Com propagandas ( spam );
4. Com ofensas a pessoas;
5. Para sua segurança, não coloque dados pessoais no
comentário.